quinta-feira, dezembro 22

Ultimo post de 2005

Meus queridos, volto só em janeiro, queimada de sol, mais tranquila, mais leve (só de cabeça, mas estou incluindo mais uma vez a academia na minha lista de promessas pro ano novo), com novas idéias, novas resoluções e pronta pra mais um ano. Então até lá. Beijo pra vocês.

Just in case

Bom, a gente nunca sabe o que pode acontecer nesta vida, não é? Então se por acaso você que está lendo isso agora, for um milhonário excêntrico procurando uma pessoa muito legal pra satisfazer um pedido de natal, olá, muito prazer. Eu sou a pessoa muito legal e gostaria de ganhar um quadro do Picasso. E só para eu não ficar com peso na consciência, você poderia também depositar uma quantia equivalente ao valor do quadro na conta de alguma instituição que lute pelo fim da fome no mundo. Muito agradecida. : )

quarta-feira, dezembro 21

Feliz Natal e um Ano Novo Maravilhoso

- que sua guirlanda seja mais bonita que a do seu vizinho
- que você consiga uma vaga ótima no shopping assim que
você entrar no estacionamento
- que você ganhe um presente decente de amigo secreto
- que você consiga, entre um presente e um pedaço de perú,
lembrar do verdadeiro significado do Natal
- que você volte a acreditar em anjos, duendes e renas voadoras,
mesmo que seja depois de muito champagne.
- que você consiga abraçar nesse dia todas as pessoas que você ama.
- que a luz dos fogos de artifício iluminem respostas para suas dúvidas.
- que o barulho deles te despertem e impulsionem para
suas novas realizações
- que sua vida fique exatamente como está, se você está feliz assim
- que ela mude radicalmente, se assim você desejar.

terça-feira, dezembro 20

Uma bomba na estação

(a pedidos)

Lá estava eu, de férias na Europa, sozinha. Gosto da sensação de estar sozinha, é uma sensação de liberdade e não de solidão, mas em algumas ocasiões alguém do seu lado é bem útil. Eu adoro voar, fiz 11 vôos em 1 mês, mas resolvi pelo menos fazer uma viagenzinha de trem, só pra conhecer, ver como é. Fui pra estação de trem de Barcelona a caminho do meu próximo destino: Madri. Estação de trem é uma zona! Muita gente, eu, minha mala, minha bolsa, um tíquete com um monte de informação indecifrável e mais um monte de gente. Já estava bem de saco cheio de ficar carregando tudo, sem saber direito pra onde ir e sem entender nada que estava na minha passagem. Tentava falar com alguém por perto, mas ninguém me ajudava, e tive uma idéia brilhante: largar o que estava me incomodando. Foi o que fiz. Larguei tudo o que era meu no meio da estação. Minha mala, minha bolsa, meu dinheiro, meus cartões, meu passaporte, minha máquina fotográfica, minhas roupas, minha vida, enfim. E achei fantástico! É Muuuuito mais fácil andar de um lado pro outro sem tudo isso! Fui pra fila de informações, esperei minha vez, falei com a mocinha simpática do guichê, tirei todas as minhas dúvidas com muita calma e voltei pra pegar as minhas coisas que estavam há uns 20 metros dali. Acontece que quando eu cheguei perto, o cenário estava um pouco diferente. No lugar de um monte de gente, agora tinha um enorme espaço vazio no meio da estação. No centro desse vazio, uma bagagem abandonada (por alguma pessoa louca) e alguns policiais com rádios. A situação estava um pouco tensa quando comecei a atravessar o espaço vazio, sob o olhar de todos e andar com muita calma em direção aos guardas, sorrindo meio sem jeito, dando um tchauzinho e apontando pra mim mesma, tipo: eheheh é minha. Aprendi uma coisa: espanhol quando fica bravo grita muito com a gente.

sexta-feira, dezembro 16

Meu céu em dezembro - Libra

(by astral UOL)

Com o sol em Sagitário você se vê livre de amarras e pode voar livre com seu espírito sagaz. O mês começa sob uma lunação, momento que inspira e faz você querer ir mais longe. Ainda mais porque Júpiter e Urano favorecem sua autoconfiança, provendo você de uma determinação até ousada.
Em dezembro encerra-se um ciclo de pressões internas que o enfraqueciam. Júpiter em Escorpião protege seus valores, exigindo realismo nos projetos pessoais, você contará com a ajuda do Sol e de Plutão. Eles intensificam a mudança de mentalidade e uma auto-análise honesta.
A Lua cheia de 15/12 acontece em Gêmeos e inicia um período de análise clara e fria, em que você poderá se situar melhor em termos de planos pessoais e tomar decisões de longo prazo com base em sua experiência de vida.

Fique atento quando Júpiter completar a quadratura com Saturno para não se sentir desiludido. Se seu par deseja tomar um rumo diferente do seu, preserve sua vida, sua identidade e seu espaço. Uma relação inclui concessões e de respeito mutuo, e é disso que esse aspecto fala!
Enxugue as lágrimas e continue confiando no seu poder de amar e de ser amado. Essa é a boa noticia que vem depois de uma conversa franca bem pertinho da Lua cheia que alivia a carga do que lhe pesa no coração.

Como diz minha amiga Laetitia

Me ame quando eu menos merecer,
porque é quando eu mais preciso.

quinta-feira, dezembro 15

Uma história de sobrevivência

cap IV - 7 de setembro
(primeiros capitulos nos posts anteriores)

Acordei sem conseguir mexer um único músculo do meu corpo.Todos eles estavam doendo muito do esforço, mas pelo menos eu estava viva, e melhor: há algumas horas da civilização. Entrei no carro com o meu amigo e iniciamos nossa viagem. A certa altura na estrada, quando parecia que nada mais poderia dar errado, o carro quebrou. E eu pedia desesperada aos meus anjinhos que fosse só uma alucinação causada pelos dias de privação que passei, mas foi em vão... Celular naquela época era apenas um sonho distante e não havia nenhum telefone por perto na maldita estrada. Ficamos não sei quanto tempo tentando parar alguem para nos ajudar, até que parou um cara com.... sei lá que lixo de carro era aquele... e demos toda nossa grana para ele nos rebocar para a cidade mais próxima. Depois de 1 milhão de horas, desejando mais do que tudo no mundo conseguir terminar esse inferno de viagem, encontramos a cidadezinha, cujo nome simplesmente apagou da minha memória para sempre, mas única oficina mecânica estava fechada porque era 7 de setembro. Nessa altura, eu já acreditava em forças ocultas e malígnas que haviam por algum motivo obscuro se abatido sobre nós. Fomos até a rodoviária e conseguimos comprar 2 passagens pra São Paulo, para as 7 da noite, com a única folha de cheque. Cartão de banco, nem pensar. O dinheiro havia ficado com o cara do reboque e sobrou um tíquete que deu pra comermos 2 queijos quentes, durante o dia inteiro. Pegamos o ônibus e chegamos em São Paulo na rodoviária do Tietê às 11 horas da noite. Como nada nessa viagem poderia ser resolvido assim tão simplesmente, não tinha sobrado nenhum dinheiro para o metro e o ônibus pra casa. Então, ficamos pedindo um passe na rodoviária e voltamos sentados lado a lado, mudos, exaustos, putos da vida, incrédulos. O carro do Martin ficou na cidade e ele mandou trazer depois. Nunca mais fui com ele a lugar nenhum. Fiquei sabendo que aquele dia ele quando chegou finalmente em casa estava sem a chave e teve que andar ainda alguns kilômetros para a casa da irmã.

quarta-feira, dezembro 14

Uma história de sobrevivência

cap III - 6 de setembro
(primeiros capítulos nos posts anteriores)

Acordei com o corpo muito dolorido do esforço físico do dia anterior para aquilo que seria a grande aventura do nosso feriado. Íamos fazer a Casa de Pedra. "Nunca ninguém faz a Casa de Pedra na primeira vez que vem", me diziam eles com uma certa admiração. Bom, não pode ser assim tão pior do que tudo o que já passei, pensei eu, ingenuamente. Andamos de carro por um caminho até onde a mata fechava e só era possível continuar a pé. De lá fomos andando numa trilha, quer dizer, andando em termos, porque de dois em dois passos eu escorregava na terra e ia deslisando até conseguir abraçar alguma árvore para parar. Você tem razão, Zezo, eu abraço árvores : ) . Andamos durante quase duas horas até chegar na entrada da Casa de Pedra, que tem 215 m de altura - a maior boca de caverna do mundo. Bom só para deixar registrado aqui: nesse ponto eu já estava exausta e já queria ir pra casa. Entramos na caverna caminhamos um tempo com a claridade natural do dia, por causa da grande entrada de luz, mas assim que nos aprofundamos, a escuridão completa tomou conta e começamos uma caminhada de 4 horas para atravessá-la. Durante as primeiras duas horas a sensação do medo de cair, de não enxergar nada, de estar numa caverna gigantesca absolutamente selvagem é até estimulante, mas depois seus músculos não aguentam mais a tensão de ficar agarrada a paredes, de escorregar sem saber onde vai cair, de ficar sacundindo as mãos para tirar os bichos que sobem em você, de abaixar a cabeça a cada morcego que passa e ninguém pode te ajudar. É cada um por si e você não sai dali a não ser pelas suas próprias pernas. Chagamos na metade da caverna, o lugar mais profundo dela e então eu descubro que tínha um rio para atravessar. Grande, fundo, escuro, gelado e provavelmente com alguns espécimes pré-históricos com dentes afiados, comedores de carne humana. Entramos cada um de uma vez no rio, nadando com uma corda guia para conseguir chegar do outro lado. Feito isso agora era só terminar a caminhada em direção a saída só que desta vez com o corpo e as roupas encharcados, mais pesados, com frio e escorregando em cada maldito passo no caminho. Chegando de volta, com a roupa ainda úmida e o corpo exausto, o moquifo parecia ter o conforto de um hotel cinco estrelas. Desmaiei. Continua...

terça-feira, dezembro 13

Uma história de sobrevivência

(leia antes o cap I no post anterior)
cap II - 5 de setembro

Acordamos e fomos fazer uma caverna maior nesse dia. Andamos durante uma meia hora no meio do mato (desta vez de calça comprida e com o tênis ainda molhado do dia anterior) e chegamos a uma grande boca de caverna. Não tínhamos qualquer tipo de corda pra segurança e enquanto desesperada me agarrava com as mãos nas paredes pra não cair no fundo escuro da caverna, comecei a pensar como seria bom estar em pleno feriado passeando bem entediada num dos shoppings lotados da cidade. Demoramos mais ou menos umas 2 horas pra conseguir atravessar a caverna. Depois de alguns minutos a escuridão já é completa e o fogo ilumina um pouco mais de um metro. É impossível tentar adivinhar a direção da saída e nem qual caminho é mais seguro, então íamos seguindo o guia passando por caminhos estreitíssimos há muitos metros de altura, caindo de algumas pedras, colocando a mão em cima de bichos irreconhecíveis, sem a menor possibilidade de parar ou desistir no meio. Saí do outro lado, desejando mais que tudo no mundo um banho quente e uma cama confortável, que estavam há anos luz daquele momento. Continua...

segunda-feira, dezembro 12

Uma história de sobrevivência

(em 4 capítulos)

Essa é a história de um feriado de 7 de setembro há 15 anos atrás. Um amigo me convidou para irmos "fazer cavernas" em Apiaí, Minas Gerais. Fiz as malas e entrei no carro sem ter a menor idéia do que estava indo fazer.

cap I - 4 de setembro

Chegamos a noite em um lugar no meio do mato. Lugar quer dizer: quatro paredes, uma porta, um colchão no chão e um banheiro externo cheio de bichos com chuveiro gelado. E o pior é que esse moquifo no final dessa história vai parecer bem confortável. Ainda naquela noite os meninos resolveram fazer uma caverna. Fazer caverna quer dizer atravessa-la de um lado a outro. Coloquei uma bermuda (idéia incrivelmente brilhante pra quem vai andar no mato a noite), uma camiseta, aquele capacete com foguinho e saímos. Andamos durante alguns minutos, com a sensação de bichos subindo pela minha perna e chegamos a um buraco no meio do mato. Pulamos dentro do buraco e caímos na caverna. A caverna era um corredor comprido de uns 2 metros de altura, 2 de largura, com água na altura do peito. A escuridão lá dentro era completa e enquanto andávamos a água ia batendo nas paredes fazendo um barulho delicioso naquele silêncio da noite e a luz do capacete iluminava o teto laranja, a uns 30 cm das nossas cabeças e era ao mesmo tempo refletida pela água. Seria uma das experiências mais maravilhosas da minha vida se não fosse pelo fato horrível de estar mergulhada numa água escura imaginando todo tipo de bicho nadando lá conosco. Saímos do outro lado no meio do mato, com nossas roupas totalmente encharcadas para uma noite de sono no moquifo. Continua....

Só para constar

Eu AAAAMMMOOOOO a musiquinha do Ezequiel que ganhou
peso de papel e disse nome feio.....

sexta-feira, dezembro 9

Coisas difíceis de dizer

Coisas difíceis de dizer quando você está bêbado:
- nauscópio
- nitidificar
- opistocelos
- ponderativo

Coisas muito difícies de dizer quando vc está bebado:
- interferometria
- inexcitabilidade
- mirmecofílico
- glossolálico

Coisas impossíveis de dizer quando você está bêbado:
- não obrigada, não quero mais uma dose, já bebi o suficiente.
- desculpem-me se minhas atitudes estão sendo inconvenientes.
- não, moço, eu não quero ir com você pro motel
- Boa noite seu guarda. Estou, sim, em perfeitas condições de
conduzir meu veículo.

Sobre a Dupa e outras coisas mais

Ontem saímos eu e minha irmã Ana com o Sylvio, meu primo.
O Sylvio é uma pessoa fantástica e uma companhia maravilhosa.
É além de musico, pai, marido, amigo e filósofo, um neurocirurgião
que lida com o limite entre a vida e a morte de pessoas, muito perto
de si todos os dias. Enxerga o ser humano com uma clareza e
gentileza impressionantes e além de tudo consegue viver a vida
com a leveza e o bom humor que ela merece.
Ontem demos a caneta que foi do meu pai pra que fique com ele.
Sabe o que é importante? trazer amor e poesia para a vida, ele diz.
Falar de seus sentimentos, viver cercado das pessoas que vc ama.
Muito importante também é largar as pedras que vamos pegando no
caminho. Eu tenho uma coleção gigante de pedras, que segundo ele
carrego por que tenho forças pra isso, ainda. Ahh... e não tenha medo
de parecer viado.
Agora... sobre a Dupa.... bom isso não posso revelar aqui... a Dupa é
segredo da família....

quarta-feira, dezembro 7

Pane criativa

Olá queridos leitores do meu blog. Por motivo de força maior o
blog entrou em pane criativa. Ignore, abort ou retry? nunca sei
a resposta...

segunda-feira, dezembro 5

living

A vida é bem simples. Quando você faz o que tem vontade, vive feliz.
Sábado teve uma baladinha leve na casa da Lu e do Alemão. Poucos
e bons amigos, cervejinhas, conversas sobre futebol (que não entendo
nada), sobre música (eu acho o Mick Jagger bem gostoso, mas há
controvérsias), sobre preferências sexuais (que cada um seja feliz com
a sua) sobre blogs (é bom ter um lugar onde escrever as idéias), sobre
a vida enfim (que é cheia de surpresas). Conheci o Tomás, um labrador
fofíssimo, preto, de 8 meses, que babou um monte na minha mão, e
dirigi pela cidade, no silêncio gostoso da madrugada, ouvindo música,
vendo as luzes, pensando.... pensando....pensando....
Lú.... foi muito boa a baladinha, viu? Precisamos nos encontrar mais...

quinta-feira, dezembro 1

Gente sem criatividade

Cheguei a uma conclusão que as pessoas da minha família não
tem nenhuma criatividade pra batizar seus filhos. É bem complicado
e repetitivo. E isso tudo com parentes de primeiro grau. Preste atenção:

Minha avó é Marília, minha prima também é Marília e a filha da minha
prima Lúcia é Marília também. A Lúcia, sobrinha da Maria Lúcia, é
irmã do Sylvio e mãe da Silvia. E tem a Silvia que é mãe da Marília.

Aí tem meu pai Pedro Paulo. O filho do meu tio também chama
Pedro e o filho da minha tia, Paulo. Tem também o Fernando
meu tio e o Fernando meu primo, que por sua vez é irmão do André
que tem o mesmo nome do filho da Marília.

Aí tem o Adolfo que é pai da Marília e tem o Adolfo que é o filho da
Marília. Tem minha prima Cristina e minha irmã Ana Cristina.
Pelo jeito é uma boa idéia levar um livro de sugestão de nomes
para o amigo secreto deste ano.

Diário de bordo

(recebi pela internet - autora desconhecida)

Querido diário... 1º dia
Já estou preparada para fazer este maravilhoso cruzeiro. Trouxe
na mala as minhas melhores roupas. Estou excitada!

Querido diário... 2º dia
Estivemos todo o dia navegando pelo mar. Foi lindo. Vi alguns
golfinhos e baleias! Que férias maravilhosas estou começando! Hoje
me encontrei com o Capitão, que por sinal é um belo homem!

Querido diário... 3º dia
Hoje estive na piscina. Fiz também um pouco de surf e joguei um
pouco de golfe. O Capitão me convidou para jantar em sua mesa.
Foi uma honra e a noite foi maravilhosa. Ele é um homem muito
atraente e culto.

Querido diário... 4º dia
Fui ao cassino do navio. Tive muita sorte, pois ganhei U$80.
O Capitão me convidou pra jantar com ele em seu camarote. A ceia
foi luxuosa com caviar e champagne. Depois de comer ele me perguntou
se eu ficaria em sua cabine, mas eu recusei o convite. Disse a ele que
não queria ser infiel ao meu marido.

Querido diário... 5º dia
Hoje voltei para a piscina para me queimar um pouco. Depois, decidi
ir ao piano bar e passar ali o resto do dia. O Capitão me viu e me
convidou pra tomar um aperitivo. Realmente ele é um homem
encantador. Perguntou-me de novo se eu não queria visitá-lo em seu
camarote naquela noite. Eu lhe disse que não! Então ele falou que se
eu continuasse negando ele iria afundar o navio. Fiquei aterrorisada!

Querido diário... 6º dia
Hoje salvei 1600 pessoas!!! duas vezes!!!

poesia

(não sei quem é o autor)

Para ser grande, sê inteiro
nada teu exagera ou exclui
sê todo em cada coisa
põe o quanto és no mínimo que fazes
assim em cada lago a lua toda brilha
porque alta vive

segue o teu destino
rega as tuas plantas
ama as tuas rosas
o resto é sombra
de árvores alheias

a realidade sempre é mais ou menos
do que nós queremos
só nós somos sempre iguais a nós próprios
suave é viver só
grande e nobre é sempre viver, simplesmente